sexta-feira, 12 de março de 2010

ENVELHECIMENTO SAUDÁVEL


Até pouco tempo, envelhecimento era sinônimo de doença. Se a pessoa tinha chegado aos 70 anos, dali para frente manter-se vivo, quaisquer que fossem as condições, era considerado lucro.

Um argumento preconceituoso preconizava que, nessa idade, todos deveriam conformar-se com a deterioração da qualidade de vida e mau funcionamento do organismo. Esses conceitos estão absolutamente ultrapassados.

É possível gozar de vida saudável mesmo nas idades mais avançadas. Para tanto, alguns cuidados devem começar ainda na infância para que determinados hábitos não interfiram negativamente no processo de envelhecimento. Envelhecer pode representar uma conquista e não um castigo. Sempre vale a pena mudar comportamentos que promovam viver melhor não importa a idade.

Tabagismo aos 70 anos
Existem evidências nítidas de que, um ano após o indivíduo de 70 anos ter parado de fumar, sua condição funcional é superior à do que continuou fumando. Diria mais: oito semanas de interrupção do tabagismo para a pessoa que vai ser operada cria a possibilidade de complicações operatórias muito menores do que as enfrentadas por alguém que continuou fumando até a véspera da cirurgia. Mudar de hábitos para melhorar vale sempre a pena – Mudança de hábitos está sempre a tempo.

Esse é apenas um exemplo de que vale a pena modificar certos hábitos mesmo aos 70 ou 80 anos. Prática de exercícios, cuidados nutricionais, hábitos alimentares e o uso do próprio cérebro, que freqüentemente ficou sub-dimensionado ou sub-utilizado durante longo período, são outros exemplos de que, mesmo em fases mais avançadas da vida, assumir uma nova condição leva a benefícios, senão idênticos aos de quem a adotou em fases mais precoces, pelo menos muito melhores se considerada a curva de perda que ocorreria se nenhuma atitude fosse tomada.

Quando analisamos a grande diversidade de fatores que interfere no envelhecimento saudável, verificamos que é impossível estar totalmente em sintonia com todos eles.

Existe sempre alguma coisa que pode ser iniciada ou modificada diante do aumento médio da expectativa de vida. Quando me defronto com um homem de 65 anos, avalio as condições de saúde em que se encontra, sem nenhum tipo de doença grave, e lhe digo que esperamos que viva pelo menos mais 15 anos, ou digo a uma senhora de 70 anos que tem pelo menos mais 18 anos pela frente - dados confirmados pelos censos e projeções epidemiológicas -, eles se motivam para administrar bem o tempo de que ainda dispõem

Doenças cerebrais
Excetuando as doenças cerebrais específicas, existem outras razões que levam o indivíduo a utilizar menos o cérebro ou que contribuem para ele entrar em prejuízo funcional.

Há um estudo famoso realizado com freiras que passaram a vida num convento, obedecendo a uma rotina de vida bastante semelhante. O objetivo era identificar comportamentos que explicassem por que algumas dessas mulheres tinham desenvolvido doença de Alzheimer e outras não.

Vários fatores foram eliminados visto que não distinguiam um grupo do outro. Quando se analisou, porém, a monografia que essas jovens aos 20 anos escreviam ao entrar no convento, verificou-se que tiveram maior prevalência da doença de Alzheimer aquelas que redigiam de forma sistematizada, com frases curtas e limitando-se a passar a informação exigida de maneira precisa, porém lacônica.

Já as que utilizavam recursos de comparação, cujo texto era mais florido, mais rico em variações de estilo, tiveram menor prevalência da doença. Evidentemente isso não que dizer que o jeito de escrever determine quem vai ou não ficar doente. Queremos mostrar que 50 ou 60 anos antes de a doença instalar-se, já existe um perfil de comportamento virado para a abertura e diversificação do raciocínio que favorece o desenvolvimento cerebral.

Portanto, o indivíduo que passa longo período da vida dedicado a atividades inespecíficas não estimula nem desenvolve do mesmo modo seu cérebro.

Isso vale para o cérebro, para o osso, para o músculo, para inúmeros outros órgãos e habilidades.

Um osso inerte é mais débil que um osso ativo.

Indivíduos saudáveis que utilizam predominantemente um lado do corpo têm ossatura mais desenvolvida desse lado. Os tenistas, por exemplo, tem um lado do corpo com ossos mais densos, embora os dois lados sejam absolutamente normais.

CUIDE-SE...INFORME-SE...MUDE DE HÁBITOS QUANDO NECESSÁRIO...ESTÁ SEMPRE A TEMPO DE MELHORAR O SEU ENVELHECIMENTO...SEJA UM SÉNIOR DINÂMICO E COM TODA A MOBILIDADE FISICA!...

segunda-feira, 1 de março de 2010