quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

(DA) DOENÇA DE ALZHEIMER

A doença de Alzheimer (DA), também chamada de demência senil do tipo Alzheimer, ou demência degenerativa primária do tipo Alzheimer, é a demência mais comum, seguida da demência vascular.

Sua prevalência aumenta conforme a população envelhece.

A população mundial acometida por essa doença é estimada em 17 a 25 milhões de doentes. Em 2050, espera-se, aproximadamente, 106,2 milhões de novos casos de doença de Alzheimer no mundo.

Os gastos anuais, por paciente, em países desenvolvidos, gira em torno de U$ 18.000,00 e nos países pobres esse valor cai para, absurdos, U$ 1.500,00 por ano, em média, ou seja, U$ 125,00 por mês.

A Doença de Alzheimer pode ser classificada como precoce (familiar) ou tardia. A precoce, como o próprio nome diz, surge dos 35 aos 50 anos, conta de 5% a 15% dos casos. E a tardia, a mais comum, surge após os 65 anos.

Há uma maior frequência da Doença de Alzheimer em mulheres. Quando não se consegue fechar o diagnóstico da doença de Alzheimer, classifica-se o quadro como síndrome demencial. Um fato bastante assustador da doença de Alzheimer é que as evidências científicas mostram que o início propriamente dito e as primeiras alterações da doença surgem 20 anos antes do diagnóstico clínico da doença.

Embora cada doente de Alzheimer tenha o seu curso individual de doença, há muitos sintomas comuns. Os sintomas precoces mais observados são queixas que os parentes próximos, equivocadamente, relacionam como típicas da idade do sujeito afetado, do seu próprio envelhecimento ou até como manifestação de stress dele.

No estágio prédemencial da doença de Alzheimer, um dos 4 estágios característicos da doença (prédemencial, inicial, moderado e o avançado), o sintoma mais comum é o esquecimento, que pode ser interpretado também como incapacidade de adquirir novas memórias e dificuldade de relembrar eventos recentes. Pode haver, também, dificuldade de evocar palavras familiares e de aprender novos assuntos. Alterações no julgamento e no comportamento social podem igualmente estar presentes nessa fase.

A apatia costuma ser um sintoma neuropsiquiátrico presente do início ao fim da doença, às vezes confundido com depressão.

Conforme a doença avança, sintomas como confusão, irritabilidade, agressão, mudanças de humor, colapso da linguagem, perda da memória de longo prazo, incapacidade para reconhecer seus parentes, desempenhar as atividades básicas de vida diária, bem como as atividades instrumentais de vida diária (como telefonar para alguém, ligar a televisão etc.) vão se perdendo. E a “ausência” geral do doente vai cada vez mais predominando, conforme seus sentidos declinam.

Gradualmente, suas funções orgânicas são perdidas levando-o a morte. O prognóstico individual é sombrio e difícil de ser estimado, como também a duração da doença.

Em termos gerais, há tratamentos, mas não há cura para a doença.

A doença se desenvolve insidiosamente por um período indeterminado antes de se tornar aparente, e pode permanecer sem diagnóstico correto por anos. A média de expectativa de vida após o diagnóstico é de aproximadamente 7 anos e menos de 3% vivem mais do que 14 anos após o diagnóstico.

Atualmente, os tratamentos disponíveis oferecem ainda pouco benefício sintomático, sejam eles medicamentos novos ou antigos. Nenhum tratamento convencional tem conseguido retardar ou paralisar a progressão da doença até o presente momento.

Várias estratégias terapêuticas medicamentosas, conservadoras, não invasivas, e mesmo mudanças de hábitos de estilo de vida, têm sido propostos para prevenir e tratar a doença de Alzheimer, mas ainda há falta de evidências científicas consistentes e volumosas que liguem essas estratégias à redução da degeneração cerebral do doente de Alzheimer.

Dieta equilibrada, estimulação da mente, atividade intelectual e exercícios físicos, têm sido propostos como uma maneira de prevenir e manejar a doença. E justamente porque a doença de Alzheimer ainda não pode ser curada e porque os medicamentos neuropsiquiátricos não são eficazes para impedir o declínio cognitivo, que o cuidado adequado do doente de Alzheimer e a mente aberta e atenta dos familiares e profissionais de saúde para novas abordagens terapêuticas são fundamentais.

Acupuntura no combate à doença de Alzheimer

É nessa janela que se abre para novos tratamentos que surge a possibilidade terapêutica da acupuntura contribuir para o combate à doença de Alzheimer.

Se considerarmos todas as hipóteses de causa da doença de Alzheimer, a acupuntura seguramente pode contribuir para combater várias delas, pois ela atua como reguladora, tanto no nível molecular, neurobioquímico, quanto no nível dos fatores neurotróficos, no nível dos neurotransmissores e neuropeptídeos, e no nível do sistema nervoso central, periférico e autonômico, só para citar algumas de suas ações.

Mas, apesar das pesquisas sobre a influência da Acupuntura na doença de Alzheimer e em outras demências serem ainda pouco numerosas, e as mais impactantes, até o momento, terem sido publicadas em língua chinesa, e as ocidentais apresentarem problemas metodológicos, as evidências acumuladas, empírica e clinicamente, até o momento nos parece mostrar que vale muito a pena incluir a acupuntura no programa de reabilitação cognitiva do doente de Alzheimer.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

A IDADE E A MUDANÇA


Mês passado participei de um evento sobre as mulheres no mundo contemporâneo.
Era um bate-papo com uma platéia composta de umas 250 mulheres de todas as raças, credos e idades.
E por falar em idade, lá pelas tantas, fui questionada sobre a minha e, como não me envergonho dela, respondi.
Foi um momento inesquecível... A platéia inteira fez um 'oooohh' de descrédito.
Aí fiquei pensando: 'pô, estou neste auditório há quase uma hora exibindo minha inteligência, e a única coisa que provocou uma reação calorosa da mulherada foi o fato de eu não aparentar a idade que tenho?
Onde é que nós estamos?'
Onde, não sei, mas estamos correndo atrás de algo caquético chamado 'juventude eterna'.
Estão todos em busca da reversão do tempo.
Acho ótimo, porque decrepitude também não é meu sonho de consumo, mas cirurgias estéticas não dão conta desse assunto sozinhas.
Há um outro truque que faz com que continuemos a ser chamadas de senhoritas, mesmo em idade avançada.
A fonte da juventude chama-se 'mudança'.
De fato, quem é escravo da repetição está condenado a virar cadáver antes da hora.
A única maneira de ser idoso sem envelhecer é não se opor a novos comportamentos, é ter disposição para guinadas.
Eu pretendo morrer jovem aos 120 anos.
Mudança, o que vem a ser tal coisa?
Minha mãe recentemente mudou do apartamento enorme em que morou a vida toda para um bem menorzinho.
Teve que vender e doar mais da metade dos móveis e tranqueiras, que havia guardado e, mesmo tendo feito isso com certa dor, ao conquistar uma vida mais compacta e simplificada, rejuvenesceu.
Uma amiga casada há 38 anos cansou das galinhagens do marido e o mandou passear, sem temer ficar sozinha aos 65 anos.
Rejuvenesceu.
Uma outra cansou da pauleira urbana e trocou um baita emprego por um não tão bom, só que em Florianópolis, onde ela vai à praia sempre que tem sol.
Rejuvenesceu.
Toda mudança cobra um alto preço emocional.
Antes de se tomar uma decisão difícil, e durante a tomada, chora-se muito, os questionamentos são inúmeros, a vida se desestabiliza.
Mas então chega o depois, a coisa feita, e aí a recompensa fica escancarada na face.
Mudanças fazem milagres por nossos olhos, e é no olhar que se percebe a tal juventude eterna.
Um olhar opaco pode ser puxado e repuxado por um cirurgião a ponto de as rugas sumirem, só que continuará opaco porque não existe plástica que resgate seu brilho.
Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar.
Olhe-se no espelho..."
Por:Lya Luft