quinta-feira, 21 de junho de 2012

Suíça pode ser eldorado para terceira idade

Alguns aguardam ansiosamente a aposentadoria. Outros devem vivenciá-la como uma inevitável passagem para um futuro incerto. "É um privilégio envelhecer na Suíça", dizem os especialistas. Mas também há cada vez mais idosos sofrendo de exclusão, pobreza e injustiça no país.


Reunidos no Simpósio Nacional Pro Senectute, sobre o tema "No Caminho do Envelhecimento Bem-Sucedido", especialistas confirmam a urgência de criar, ou melhorar, os mecanismos para assegurar que os "anos dourados" não sejam um mero eufemismo em um país rico e moderno que assiste ao inexorável envelhecimento de sua população. Um fenômeno que não acontece só na Suíça.

O Velho Mundo está cada vez mais velho. Assim, a União Europeia declarou 2012 o "Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações". O objetivo é sensibilizar para a contribuição que os idosos podem dar à sociedade e criar melhores oportunidades para o envelhecimento ativo, reforçando a solidariedade entre gerações".

Devemos incentivar a atividade dos aposentados? Silke van Dyke, socióloga da Universidade de Jena (Alemanha), levanta a questão e adverte: "a utilidade social dos idosos, em outras palavras, suas atividades não devem constituir um critério decisivo para uma velhice bem-sucedida".


Envelhecer do seu próprio jeito

Na reunião do Pro Senectute, a pesquisadora faz referência ao lema atual de "economizar" a todo custo e ao desmantelamento das conquistas sociais para dizer que não é o comportamento supostamente passivo das pessoas mais velhas que cria problemas, mas as relações dentro da sociedade.

Silke van Dyke rejeita o discurso "win-win" defendido por políticos e intelectuais que associam velhice produtiva com reconhecimento social.

"Existem diferentes maneiras de envelhecer bem e não apenas com atividade. O importante é que cada um envelheça do seu próprio jeito, no seu próprio ritmo", comenta, por sua vez, Alain Huber à swissinfo.ch. "O importante é que todo mundo possa ser feliz com a passagem dos anos", diz o diretor do Pro Senectute.

Isso certamente seria a chave para se falar de um "envelhecimento bem sucedido".

Será que a Suíça dispõe de condições para isso? "No momento sim, mas devemos estar atentos. Sabemos que haverá mudanças com a evolução demográfica", avisa Alain Huber. “Muitos idosos já não dispõem de recursos suficientes e, mesmo com uma ajuda social, só conseguem o mínimo estrito para viver".

Desigualdes e diferenças

Para a professora Pasqualina Perrig-Chiello, da Universidade de Berna, indicadores como saúde física, expectativa de vida ou sentimento de satisfação mostram que a qualidade de vida dos idosos melhorou consideravelmente nas últimas décadas. "A velhice foi democratizada", diz.

Segundo Perrig-Chiello, é preciso propiciar um processo participativo e focar o debate mais sobre a desigualdade dos recursos do que as diferenças entre idades e gerações.

"As injustiças contra os idosos ocorrem na mesma geração e não entre gerações", diz a teóloga Beatrice Bowald.

Membro da Comissão Nacional Suíça de Justiça e Paz, a teóloga defende a proposta da instituição de introduzir um imposto federal sobre heranças, cujo montante iria para a AVS (a previdência suíça) para diminuir as diferenças e assegurar a longo prazo o sistema de aposentadoria do país.

"Há poucas pessoas com grandes fortunas e muitas que não têm nada. Este imposto permitiria uma situação mais justa", disse.

Solidariedade familiar

Para Monica Budowski, socióloga da Universidade de Friburgo, a solidariedade entre as gerações está garantida no seio da família, com a transmissão de conhecimentos, contatos, modos de comportamento e bens materiais.

"As desigualdades sociais persistem devido aos limitados recursos financeiros para o círculo familiar", ressalta a pesquisadora. As desigualdades financeiras aumentariam com a idade, atingindo um pico aos 55 a 70 anos.

Silke van Dyk também lamenta que o discurso atual gire em torno de uma alegada diferença entre jovens e velhos, perdendo de vista o essencial. "O agravamento das desigualdades sociais vem no tempo da velhice", disse.
Fonte: Swissinfo.ch

Cuidados com a saúde bucal na terceira idade devem ser redobrados

Quando o assunto é higiene bucal, logo pensamos na escovação dos dentes. Claro que a higienização e o uso do fio dental são essenciais para manter a higiene bucal, mas é importante saber que boca é composta pelos dentes, gengiva, língua e garganta. Com a maturidade e as limitações que a fase da terceira idade impõe, é necessário tomar alguns cuidados para manter a saúde.

O uso de medicamentos, próteses e o enfraquecimento dos ossos são fatores que contribuem para que os idosos tenham que tomar cuidados extras. Doenças como o diabetes, câncer e problemas cardíacos também podem comprometer a saúde bucal dos idosos, então quanto mais cedo estas doenças forem diagnosticadas, mais fácil será manter a saúde bucal.

A retração da gengiva é outro problema recorrente na 3ª idade, pois expõe áreas do dente que antes estavam protegidas pela gengiva e com isso a sensibilidade é agravada. Para a cirurgiã-dentista e Coordenadora de Atenção Especializada em Saúde Bucal da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES), Jacqueline Santos, é possível ter uma boca saudável durante toda a vida. “As doenças e agravos bucais, como por exemplo, a cárie dentária, a doença periodontal e o câncer bucal, são perfeitamente preveníveis. Para tal, é de extrema importância que as crianças, adolescentes, adultos e idosos tenham acesso às ações e aos serviços de saúde bucal ao longo de todas as suas vidas”, alerta a especialista.

Boca seca
Ainda de acordo com Jacqueline Santos, outro assunto bastante discutido sobre saúde bucal dos idosos é o que os especialistas chamam de xerostomia (sensação de boca seca). “O processo de envelhecimento do corpo se reflete na cavidade bucal, trazendo algumas modificações, como por exemplo, a diminuição da secreção das glândulas salivares, que leva à xerostomia”, diz.

A xerostomia causa diminuição da capacidade protetora da saliva e maior risco à cárie dentária, incômodo no uso de prótese, perda do paladar, mau hálito, lábios ressecados e dificuldade na mastigação, deglutição e fala. Além de ser parte do processo de envelhecimento, pode ser causada por medicamentos em uso rotineiro pela pessoa idosa, por falta de ingestão de líquidos, estresse, ou tratamento com radiação para câncer na região da cabeça e pescoço.

A falta de saliva é uma queixa comum entre os idosos. Em caso de ser detectada a diminuição do fluxo salivar, a equipe de saúde bucal deverá avaliar se o paciente faz uso de medicamento e aí o médico deverá ser consultado para averiguação de possibilidade de substituição do remédio. O uso de estimuladores de secreção salivar é indicado em casos de xerostomia, o que pode ser feito através do uso de goma de mascar sem açúcar de 03 a 05 vezes ao dia, dependendo do usuário. “A mastigação de alimentos fibrosos também age como estimulante salivar”, completa a especialista.
Fonte: NOH!

sábado, 9 de junho de 2012

Capoeira para terceira idade



Antena Paulista é um programa regional da Rede Globo (SP) exibido aos domingos no horário das 07:00hs da manhã, transmitido apenas pelas tvs afiliadas da Rede Globo no Estado de SP.
É uma revista semanal eletrônica que mostra o jeito paulista de viver, falar e de se relacionar. Toda semana o programa aborda um assunto importante, com reportagens, análises e histórias do povo e das cidades paulistas.
As matérias são produzidas pelas emissoras do Estado. O programa é descontraído, apropriado para quem quer conhecer o que tem de bom na terra onde mora. Traz informações do campo, os principais eventos culturais, fala de turismo e da preservação do patrimônio histórico. Conta as histórias e a vida dos mais de 40 milhões de moradores do estado mais rico do Brasil. A cada edição, o Antena Paulista conquista novos telespectadores. Atualmente os índices de audiência estão no mesmo patamar ou até superiores aos dos programas exibidos em horário nobre das outras emissoras.
ft: http://pt.wikipedia.org/wiki/Antena_Paulista
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Surgida nas senzalas brasileiras, a capoeira não tem limite de idade. Prova disso são as seis turmas com mais de 60 idosos, que praticam essa que é considerada um misto entre modalidade esportiva e dança. As aulas de capoeira são incentivadas pela ONG Juntos (Jardins Unidos No Trabalho de Obras Sociais) e Tempo da União, braço cultural da Associação de Capoeira Mandinga que, em conjunto, atendem mais de 300 alunos da terceira idade.
Um exemplo a ser seguido pelos idosos é a disposição e o ânimo do Mestre João Pequeno, que com 89 anos é o mestre capoeirista mais velho em atividade, no Brasil. Seu trabalho serve como motivação e incentivo para os que já passaram do cinquenta e relutam em praticar um esporte ou alguma atividade física.
Entre os benefícios da capoeira estão: a correção postural, aumento do reflexo, equilíbrio, flexibilidade, coordenação motora e melhora da capacidade cardiorrespiratória, no funcionamento pulmonar, diminuição dos valores da pressão arterial e dos níveis de colesterol e de glicemia, aumenta a qualidade do sono e estimula a memória e o racioncínio. Fatores que ajudam a melhorar e muito a qualidade de vida.
E para aumentar e melhorar os resultados da prática da capoeira, o ideal é seguir uma alimentação saudável e manter o acompanhamento médico, que como já mencionado, é outro grande aliado ao cuidado com a saúde, principalmente durante a terceira idade.
ft: http://www.planosdesaudesenior.com.br/blog/capoeira-em-sao-paulo/

Terceira idade na balada


O Hip Hop Geriátrico faz muito sucesso nas pistas!

Saúde: Aumenta o número de casos de HIV na terceira idade

Dados do Ministério da Saúde informam que os casos de mulheres infectadas pelo vírus da aids na terceira idade aumentaram mais de 75% nos últimos 14 anos.

Entre os homens com mais de 50 anos, o número de infectados pelo vírus HIV subiu 43% de 1998 para cá.

De acordo com o assessor técnico do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Gil Casimiro, o número de casos de aids entre as pessoas que têm mais de 50 anos aumentou por uma razão simples: elas têm muita resistência em usar o preservativo.

” O fato é que essa população teoricamente não teve a cultura do uso do preservativo. É uma população mais idosa que na fase jovem e adulta não teve a cultura do uso do preservativo.

Se naquela época eles não tinham essa cultura, incorporar essa tecnologia nos dias de hoje não é uma tarefa tão fácil.”

O jornalista Luiz Henrique Silva, de 54 anos, concorda com o Ministério da Saúde. Ele é favorável ao uso da camisinha em todas as relações sexuais. Mas ele reconhece que os amigos da mesma idade não pensam igual a ele.

“O pessoal acima de 50 anos, as pessoas da minha geração, realmente tem muita relutância em usar porque foram criados em outra época, onde os problemas eram muito menores, tinha até doenças venéreas, mas não algo tão grave como a aids. Eu sei inclusive de amigos que são solteiros e que têm muita relutância em usar.”

Outra explicação para o aumento de casos de aids na terceira idade é as pessoas portadoras do vírus procurarem o médico tarde demais.

É o que explica o assessor técnico Gil Casimiro: “As pessoas procuram os centros de saúde quando a doença está em fase de desenvolvimento.

Ainda é muito difícil, por todo esse preconceito, principalmente as mulheres casadas. Com certeza uma maior dificuldade de ter um papo aberto com seus parceiros, com suas parceiras, de procurar um serviço e realizar o teste.”

Quem fica sabendo logo se tem o vírus da aids consegue começar o tratamento no momento certo e ter mais qualidade de vida. O teste de aids é de graça e sigiloso.
Fonte: idest.com.br