quarta-feira, 19 de junho de 2013

Idosa de 77 anos vai de São Caetano a Caruaru por arraial

Joselita Gomes participa pela quarta vez de evento em Caruaru Foto: Diogenes Barbosa/PrimaPagina
Quem disse que há idade para encarar a maratona de forró em Caruaru (PE)? Dois mil idosos participaram da 16ª edição do Arraial da Terceira Idade. A festa já é uma tradição no calendário junino da cidade pernambucana e até mesmo a banda de pífanos que se apresenta no evento é da terceira idade.
Segundo os organizadores, estiveram presentes dois mil idosos, além de grupos vindos de 15 cidades do estado. Pessoas como a aposentada Joselita Gomes, de 77 anos, que saiu do município de São Caetano, também no agreste, somente para aproveitar o arraial. “Esta já é a quarta vez que participo, e em todas elas sempre me diverti muito”, afirma.
De mais longe ainda veio a aposentada Rita da Cruz, de 60 anos, que mora no município de Chã de Alegria, na Zona da Mata. Ela enfrentou pouco mais de duas horas de viagem de ônibus para se divertir no Arraial da Terceira Idade.  “É a primeira vez, e estou adorando”, garante.
E assim como todo arraial que se preze, a festa teve direito a noivo e noiva, e até mesmo rei e rainha do milho, personagens incorporados pelo casal Maria da Paz, de 66 anos, e José Sebastião, de 72. E para quem acha quem eles não resistem a muitas horas de forró, ela deixa um recado: “A festa começou às 14h e está prevista para acabar às 18h, mas se depender da minha disposição fico aqui até amanhecer o dia”.
Fonte: Terra

segunda-feira, 3 de junho de 2013

'Viver sozinho na terceira idade é para quem pode', diz médico


Geriatra entende que manter-se em atividade é a principal receita para que o idoso tenha uma vida saudável
São Paulo – O Brasil caminha a passos largos para ter uma das maiores populações idosas do planeta. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), nos próximos 13 anos o país ocupará o sexto lugar no ranking daqueles com maior número de idosos. Hoje, 10% da população brasileira, cerca de 15 milhões de pessoas, tem mais de 60 anos.
Em dez anos, esse número vai dobrar. Segundo o geriatra Luiz Roberto Ramos, após os 60 anos a maioria das pessoas terá ao menos uma doença crônica e o que vai determinar a saúde nessa faixa etária é a capacidade de o idoso ter uma vida autônoma.
Ramos, que é diretor do Centro de Estudos do Envelhecimento da Escola Paulista de Medicina e coordena o Departamento de Medicina Preventiva da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), ressalta que o país precisa se preparar para cuidar da saúde de seus idosos, inclusive formando mais médicos especializados. A entrevista foi concedida à repórter Marilu Cabañas, da Rádio Brasil Atual.
Como o senhor analisa o rápido crescimento da população idosa no Brasil?
O que está ocorrendo no Brasil não é só um envelhecimento populacional nos moldes do que foi observado em outros países anteriormente, mas é um processo muito mais acelerado por conta do fato de que o Brasil está envelhecendo já com algumas questões bastante resolvidas, como anticoncepção, porque para uma população envelhecer precisa cair a fecundidade dessa população.
O Brasil está envelhecendo, porque não só o brasileiro está vivendo mais, mas as mulheres estão tendo menos filhos. Na medida em que entram menos crianças na população, começam a sobressair os idosos. Esse é o processo de envelhecimento. Na época em que a Europa envelheceu a gente não tinha mecanismos de controle da natalidade, a coisa era feita mais na base do calendário e, mesmo assim, houve envelhecimento.
No Brasil, quando isso acontece, no final da década de 70, começa a cair a fecundidade já com os métodos anticoncepcionais bastante desenvolvidos. Foi uma queda muito mais rápida e muito mais intensa fazendo com que esse processo todo no Brasil fosse bastante encurtado. Nós estamos envelhecendo na metade do tempo que a Europa envelheceu.
Qual é a idade média do idoso brasileiro?
A idade média do brasileiro hoje está em 75 anos. As mulheres vivem sempre um pouco mais que a média, os homens sempre um pouco menos. Podemos dizer que o brasileiro ganhou nos últimos 50 anos quase 30 anos a mais de vida. Essa é uma equação complicada, porque mexe com o planejamento de vida das pessoas. Em pouco tempo, as pessoas passam a administrar 20, 30 anos a mais de vida e isso tem uma série de implicações até para o sistema da Previdência Social.
Quem é o idoso brasileiro? Como identificar essa população?
Do ponto de vista demográfico, chamamos de idosas as pessoas com mais de 60 anos. Alguns países da Europa mais desenvolvidos identificam o idoso com mais de 65 anos. Na Escandinávia, por exemplo, um idoso é um individuo com mais de 70 anos, porque muitas pessoas atingem essa idade em boas condições de saúde, fazendo com que as peculiaridades da velhice fiquem sendo empurradas para frente.
Então o parâmetro nesse caso é a saúde?
O parâmetro é a conservação das pessoas. Em países como a Suécia eles estão preocupados com a população com mais de 70 anos, embora você possa dizer que uma pessoa com mais de 60 é idosa. Eles identificam a população de atenção com mais de 70 anos. No Brasil, a gente ainda trabalha com a noção de que idosos são os indivíduos que têm mais de 60 anos e que hoje representam cerca de 10% da população, ou seja, 15 milhões de pessoas.
O que nos preocupa é que em menos de 10 anos essa população vai dobrar e nós vamos ter 30 e tantos milhões de idosos no Brasil. Aí sim, vai ser uma população grande, uma das maiores do planeta, e que vai ter que ser cuidada.
Quais são os estigmas relacionados aos “velhos”?
O único jeito de você não ficar velho é morrer cedo, então essa inevitabilidade tem um lado positivo. Os brasileiros estão vivendo mais, mas todo mundo recusa um pouco a ideia de envelhecer porque associa envelhecimento com decrepitude, no sentido das pessoas ficarem fragilizadas e principalmente se tornarem velhos dependentes e incapazes de tocar a sua própria vida.
Algumas pessoas vão envelhecer com perda funcional e consequentemente vão se tornar dependentes no dia a dia, mas elas são a minoria. A grande maioria das pessoas envelhece capaz de administrar a própria vida. No entanto, a gente tem que ter presente que a ocorrência de doenças crônicas é quase que inevitável ou seja, após os 60 anos a grande maioria das pessoas vai ter pelo menos uma doença crônica, seja pressão alta, diabete, catarata, um problema cardíaco.
Mas isso não quer dizer que ela vai ser uma pessoa limitada, dependente. Significa sim, que ela vai ter que administrar diariamente uma ou mais doenças crônicas que são inevitavelmente desenvolvidas na medida que os anos passam. O que é evitável é o individuo perder função, perder capacidade de tocar a vida de forma independente.
Esse é o foco principal das pesquisas que a gente realizou durante todos esses anos, ou seja, saúde na velhice é a manutenção da função suficiente para o individuo ter uma vida independente, autônoma. Esse é o novo conceito de saúde.
Aquele idoso que vive sozinho, que se vira sozinho.
Ele é capaz de viver sozinho porque ele consegue realizar as atividades que todo mundo faz, como se vestir, tomar banho, comer, fazer compras, cuidar das finanças, enfim, manter a sua casa e a sua família sem precisar de ajuda específica de ninguém. Esse indivíduo pode ter várias doenças. Tenho uma conhecida, a dona Clemência, que tem 90 anos e mora sozinha. Toma seus remédios, mas não depende da família para a própria sobrevivência.
Eu costumo dizer que viver sozinho na velhice, não é para quem quer, é para quem pode. É uma conquista você poder depois de uma certa idade, ter capacidade funcional suficiente para viver sozinho. Dá para você ser saudável na velhice e, ao mesmo tempo, tomar remédio para pressão, diabete, e isso não comprometer a sua saúde global.
Qual a receita para um envelhecimento saudável?
Primeiro, se manter ativo é uma grande ajuda para todas as pessoas depois da suposta idade da aposentadoria. A outra coisa é o próprio “viver sozinho” que estimula o indivíduo a se manter independente e capaz de realizar tudo que ele precisa durante o dia. E terceiro, ter claro o benefício de fazer atividade física. Um bom exemplo de manter a saúde funcional é permanecer ativo do ponto de vista laboral e do ponto de vista físico e mental.
O mercado de trabalho no Brasil está aberto à terceira idade?
Ainda não da mesma forma que se observa na Europa, onde já existem políticas bastante explícitas de recontratação e pessoas aposentadas podem ter determinadas funções que não demandam muita agilidade física, mas demandam comprometimento. É um mercado que se abre para idosos.
No Brasil, algumas áreas já identificam nos idosos pessoas mais confiáveis, com responsabilidade maior nas suas funções e que, portanto, atrairiam contratações apesar da idade e do fato de já serem aposentados em outras funções. Mas acho que é uma coisa que o Brasil vai precisar desenvolver mais. É um campo de trabalho para pessoas que já se aposentaram em alguma função e que ainda tem condições físicas e mentais de servir a sociedade.
Quais são os direitos dos idosos no Brasil?
Existe um Estatuto do Idoso bastante desenvolvido, com uma série de direitos nem sempre acessíveis a todos, pelo menos no momento. Nós vivemos num país com problemas econômicos, desemprego. Nessa disputa é óbvio que os idosos que necessitem de uma atividade laboral para fins econômicos certamente vão ter alguns problemas, porque esse mercado não está desenvolvido.
Agora, a própria necessidade de precisar trabalhar nessas idades já coloca esses indivíduos em uma situação de mais risco, porque eles certamente vêm de uma situação carente já de mais tempo. Mas o ideal é que as pessoas se mantenham ativas, sem a premência econômica, ou seja, terem uma aposentadoria mínima para poderem viver e trabalhar para melhorar essa situação e não como única alternativa.

Fonte: Rede Brasilactual

Programa de exercícios baseado em música reduz quedas entre idosos

 
Segundo uma nova pesquisa, a música pode ajudar a melhorar o equilíbrio e evitar quedas entre os idosos.
A cada ano, um terço da população com 65 anos ou mais sofre pelo menos uma queda. Metade sofre várias quedas. Segundo cientistas, há exercícios que podem neutralizar fatores de risco para quedas – tais como falta de equilíbrio – e, consequentemente, reduzir o risco de quedas em idosos.
Uma grande proporção de quedas em idosos ocorre enquanto eles andam, então melhorar o equilíbrio pode ter um impacto importante na prevenção de quedas.
O novo estudo mostrou que homens e mulheres idosos que participaram de um programa de exercícios baseado em música de piano foram menos propensos a sofrer uma queda. Eles também mostraram melhoras no equilíbrio e na forma ou estilo de andar.
O programa de exercício consistiu de uma aula de uma hora por semana com uma ampla gama de movimentos que desafiam o equilíbrio com música de piano. Por exemplo, andar no tempo da música de piano ou responder às mudanças no ritmo da música.
No estudo, que durou um ano, os pesquisadores analisaram o efeito desse programa de exercícios baseado em música de piano na maneira de andar, no equilíbrio e na prevenção de quedas em um grupo de 134 idosos.
Durante os primeiros seis meses de estudo, metade dos idosos participou do programa enquanto a outra metade fez apenas suas atividades normais. Durante o segundo semestre do estudo, o primeiro grupo voltou à sua rotina normal enquanto o segundo grupo participou do programa de exercícios baseados em música de piano.
Os resultados mostraram que após os primeiros seis meses de exercício baseado em música de piano, houve uma melhora significativa no equilíbrio e na função global dos idosos, comparado com os outros do grupo de atividade normal. Houve também muito menos quedas no primeiro grupo: 24 quedas por 66 participantes, contra 54 quedas por 68 participantes.
No segundo semestre, aqueles que participaram no programa também tiveram benefícios semelhantes.
A conclusão dos pesquisadores é que pessoas idosas recebem benefícios ao participar de programas de exercícios baseado em música de piano, pois isso aumenta sua velocidade de caminhada habitual e o comprimento do passo, melhorando assim a sua forma global de caminhar. [WebMD]

Fonte: http://hypescience.com/programa-de-exercicios-baseado-em-musica-reduz-quedas-entre-idosos/

Empresários apostam no mercado da terceira idade


O aumento da expectativa de vida já é uma realidade. Segundo o Instituto de Geografia e Estatística (IBGE) existem hoje no Brasil cerca de 22 milhões de brasileiros com mais de 60 anos. Até 2050, eles já serão 22% da população. De olho neste mercado, empresários cada vez mais investem em produtos e serviços voltados para a terceira idade. O ‘Pequenas Empresas & Grandes Negócios’ desde domingo, dia 27, apresenta dois empresários que investem neste mercado.
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Em São Paulo, o empresário e médico Benjamin Apter há oito anos é dono de uma academia de ginástica especializada no público da terceira idade. Com mais dois sócios, Apter teve o investimento inicial de R$ 250 mil. E hoje conta com três pontos, 40 funcionários e 650 alunos matriculados, com faturamento de cerca de R$ 3 milhões por ano.
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O programa conta a história de Thiago Abate que também investe nesta tendência. Dono de uma loja que oferece mais de 500 itens diferentes, sendo que 70% deles são voltados para o público da terceira idade, Abate iniciou o negócio com R$150 mil e agora tem mais de 1.500 clientes por mês.
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Ainda nesta edição, um negócio de sucesso em São José dos Campos, interior de São Paulo. Uma empresa fabrica produtos de higiene bucal para crianças e participa de um programa de inovação e tecnologia. O empresário Fabiano Vilhena desenvolveu o produto em um curso de mestrado e o lançou no mercado, em 2005. O empresário teve apoio do Sebrae para aperfeiçoar o layout dos produtos. Ele participou do Sebraetec, que facilita o acesso a serviços e inovações tecnológicas. Através do programa, parte dos custos de consultorias e projetos é subsidiada.
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Hoje, sua fabrica vende um conjunto com gel dental convencional, escovinhas e porta-escovas para escolas públicas e particulares, atende 900 cidades brasileiras e mais de um milhão de crianças usam o produto. No ano passado foram vendidas 800 unidades.

Fonte:  Globo.com

Cuidados com a coluna garantem qualidade de vida na terceira idade


A prevenção é a melhor maneira de aproveitar esta fase da vida e minimizar dores e problemas de locomoçãoA população brasileira está envelhecendo em ritmo acelerado e um dos motivos é o aumento da longevidade. Hoje, se vive muito mais do que há duas décadas. Além disso, o perfil mudou: esta população não se parece em nada com os de gerações anteriores que usavam bengala, cachecol, viviam para os netos ou se prostravam numa poltrona boa parte do dia. Os representantes da terceira idade do século XXI são ativos (ou almejam ser) independentes, morar sozinhos, viajar, praticar esportes entre outras atividades sociais e familiares.

Com a mudança no perfil do público idoso, a Medicina também teve que se reinventar para atendê-lo de maneira mais eficaz. Antigamente, as cirurgias de coluna eram indicadas em casos agudos, como acidentes e traumas. - “Hoje, a medicina se depara com novos desafios, as doenças degenerativas, a dificuldade de locomoção e as dores intermitentes que acompanham esses processos”-, explica o Prof. Dr. Mario Augusto Taricco (CRM/SP 22.357).

“Portanto, a experiência do médico e a sua destreza em interpretar os resultados dos exames contam muitos pontos para alcançar o sucesso nos tratamentos”, avalia o chefe do Grupo de Coluna da Divisão de Neurocirurgia do HCFMUSP, neurologista e neurocirurgião do Hospital Sírio-Libanês e do Hospital Oswaldo Cruz e membro da equipe DFVneuro.

Em razão do aumento da expectativa de vida da população brasileira para 73 anos, cresceu o número de cirurgias de coluna motivadas pelas doenças degenerativas. Em busca de mais qualidade de vida, os idosos recorrem aos consultórios médicos preocupados com a perda gradual de movimentos causada pelos problemas na coluna, que também se desgasta com a idade.

Segundo o Prof. Dr. Mario Augusto Taricco, é comum pessoas chegarem às consultas visando viabilidade de continuarem dirigindo seus veículos ou então desejosos por realizarem viagens mais longas, sem que sintam dor. -“Entretanto, quando a dor surge é sinal de que o problema está instalado há muito tempo, resultado de anos e anos de maus hábitos”-, alerta o neurologista e neurocirurgião. Desta forma, quanto maior a longevidade, maior a probabilidade do surgimento de doenças degenerativas com aspecto social mais incômodo e severo porque são cumulativas e progressivas.

Segundo dados do Banco Mundial, até 2050, o número de pessoas com mais de 60 anos vai triplicar no país, chegando a 30% da população e fazendo com que o Brasil fique bem parecido ao Japão, que tem a maior população de idosos do mundo. No intuito de manter esta população longe dos problemas de coluna, o neurologista e neurocirurgião afirma que o mais importante é descobrir quais as causas diretamente relacionadas ao comportamento e como evitá-las. -“Existem muitos fatores que contribuem para o aparecimento dos problemas de coluna: sedentarismo, sobrepeso, má postura, levantamento de carga demasiadamente pesada e até mesmo sono inadequado”-, informa o Prof. Dr. Taricco.

O médico recomenda a prática de exercícios físicos - sempre com orientação profissional - para evitar a flacidez dos músculos e, com isso, a instabilidade da coluna. O excesso de peso, principalmente quando concentrada na região do abdome gera uma sobrecarga na lombar e, portanto, é necessário prestar atenção na maneira como a pessoa senta, anda, carrega objetos etc. A estimativa é que pessoas com sobrepeso de pelo menos 10kg possuem 25% mais chance de sofrer com dores nas costas.

“Não se deve tensionar os músculos das costas e pescoço para realizar qualquer atividade. Os alongamentos diários são hábitos preventivos porque propiciam o aumento do espaço entre as vértebras, na altura dos discos, evitando seu achatamento. Esta prática também trabalha a musculatura dorsal em toda a extensão, abrangendo as colunas cervical (pescoço), toráxica, lombar e pélvica”, alerta o Prof. Dr. Mario Taricco.

Fonte: Bem Paraná

Atividade física na terceira idade pode prevenir encolhimento do cérebro

A atividade física regular na terceira idade pode ajudar a evitar o encolhimento do cérebro e outros sinais associados à demência, revela um novo estudo.
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A pesquisa foi feita pela Universidade de Edimburgo, na Escócia, e analisou dados de 638 pessoas com 70 anos que foram submetidas a exames cerebrais.
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Os resultados mostraram que aqueles que eram fisicamente mais ativos tiveram menor retração do cérebro do que os que não se exercitavam.
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Por outro lado, os que realizavam atividades de estimulação mental e intelectual, como fazer palavras cruzadas, ler um livro ou socializar com os amigos, não tiveram efeitos benéficos em relação ao tamanho do cérebro, constatou o estudo, publicado na revista Neurology.
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Deterioração
A ciência já provou que a estrutura e funcionamento do cérebro se deterioram com o passar dos anos.
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Também são inúmeros os registros na literatura médica de que o cérebro tende a encolher com o envelhecimento.
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Tal encolhimento está ligado a uma perda de memória e das capacidades cerebrais, dizem as pesquisas.
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Os estudos têm mostrado que as atividades sociais, físicas e mentais podem contribuir para a prevenção desta deterioração.
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No entanto, até agora não tinham sido realizados amplas pesquisas com imagens cerebrais para observar essas mudanças na estrutura do cérebro e seu volume.
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Segundo o estudo, que levou três anos para ser concluído, o médico Alan Gow e sua equipe pediram aos participantes que levassem um registro de suas atividades diárias.
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No final desse período, quando completaram 73 anos, os participantes passaram por scanners de ressonância magnética para analisar as mudanças no cérebro.
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Depois de levar em conta fatores como idade, sexo, saúde e inteligência, os resultados mostraram que a atividade física estava "significativamente associada" com a menor atrofia do tecido cerebral.
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"As pessoas de 70 anos que fizeram mais exercício físico, incluindo uma caminhada, várias vezes por semana, apresentaram uma retração menor do cérebro e outros sinais de envelhecimento da massa cerebral do que aqueles que eram menos ativos fisicamente", exlicou Grow.
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"Além disso, nosso estudo não mostrou nenhum benefício real no tamanho do cérebro com a participação em atividades mental e socialmente estimulantes, como observado por imagens em scanners de ressonância magnética durante os três anos de estudo", acrescentou.
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Segundo o pesquisador, a atividade física foi também associada a um aumento no volume de massa cinzenta.
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Esta é a parte do cérebro onde se originam as emoções e percepções. Em estudos anteriores, essa região está relacionada à melhora da memória de curto prazo.
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Quando os cientistas analisaram o volume de substância branca, responsáveis pela transmissão de mensagens no cérebro, descobriram que as pessoas fisicamente ativas tinham menos lesões nessa área do que as que se exercitavam menos.
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Causas
Embora estudos anteriores já tenham mostrado os benefícios do exercício para prevenir ou retardar a demência, ainda não está claro os motivos por que isso acontece.
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Os pesquisadores acreditam que as vantagens da atividade esportiva podem estar ligadas ao aumento do fluxo de oxigênio no sangue e de nutrientes para o cérebro.
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Mas uma outra teoria é que, como o cérebro das pessoas encolhe com a idade, elas tendem a se exercitar menos e, assim, acabam tendo menos benefícios.
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Seja qual for a explicação, dizem os especialistas, os resultados servem para comprovar que o exercício físico é benéficio para a saúde.
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"Este estudo relaciona a atividade física à redução dos sinais de envelhecimento do cérebro, sugerindo que o esporte é uma forma de proteger a nossa saúde cognitiva", disse Simon Ridley, da entidade Alzheimer's Research no Reino Unido.
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"Embora não possamos dizer que a atividade física é o fator causal deste estudo, nós sabemos que o exercício na meia idade pode reduzir o risco de demência futura", acrescentou.
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"Vai ser importante acompanhar tais voluntários para ver se essas características estruturais estão associadas com maior declínio cognitivo nos próximos anos", disse.
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"Também será necessário mais pesquisas para saber detalhadamente sobre por que a atividade física está tendo esse efeito benéfico", afirmou.
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Já o professor James Goodwin, da organização Age UK, que financiou a pesquisa, disse: "Este estudo destaca novamente que nunca é tarde para se beneficiar dos exercícios, seja uma simples caminhada para fazer compras ou um passeio no jardim", concluiu.
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"É crucial que, se o fizermos, permanecer ativo à medida que envelhecem", acrescenta.


Academias da terceira idade têm 100 locais de funcionamento no Rio


Para participar, a pessoa deve ter acima de 40 anos de idade.
Exercícios físicos favorecem a saúde dos idosos.
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Para quem quer começar 2013 com saúde, a prática de exercícios físicos é fundamental. O projeto das ‘Academias da terceira idade’ conta com mais de 100 locais em funcionamento. O objetivo é proporcionar à população, acima dos 40 anos de idade, os benefícios que a prática de atividade física, com regularidade e sob orientação, fornece.
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O projeto funciona de segunda a sexta, das 07h às 10h e das 16h às 19h, onde profissionais de educação física, técnicos de enfermagem e apoio orientam os beneficiários na prática do exercício.
Para participar do projeto a pessoa (acima de 40 anos de idade) deve comparecer nas academias ao ar livre, também chamadas de ATI (Academia da Terceira Idade) mais próxima de sua residência, munido de seus documentos (RG e CPF) e com atestado médico.
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Assim, preencherá a ficha de inscrição e já pode iniciar as suas atividades nos horários do projeto sob a orientação dos nossos profissionais que recebem capacitação para proporcionar o tratamento adequado ao idoso.

Terceira idade transforma hobbies em lucro, com um pouco de ajuda... Iniciativa apoia pessoas com mais de 50 anos a aprenderem sobre planos de negócios, propaganda, marketing e mídias sociais

A nova safra de empreendedores pode não ser de jovens gênios digitais, mas sim avós prestes a se aposentarem que querem guardar algum dinheiro ao se tornarem os próprios chefes ou simplesmente continuarem ocupados.
Um número cada vez maior de pessoas em idade de se aposentar está transformando seus hobbies e paixões em empreendimentos lucrativos. Isso inclui Carla Ingram, de Sarona, Wisconsin, que está usando sua habilidade como costureira para abrir uma empresa que faz toldos de varanda resistentes à chuva, ou Donnetta Watson, de Kansas City, Missouri, que está transformando seu amor por decoração e casamentos em um buffet com esta especialidade.
Contudo, assim como muitas outras pessoas em busca de um "novo caminho", esses empreendedores mais velhos não têm todas as ferramentas empresariais de que precisam. Por isso, participam de uma nova inciativa da AARP e da Administração de Pequenas Empresas para ajudar pessoas com mais de 50 anos a aprenderem a respeito de planos de negócios, propaganda e marketing e mídias sociais.

NYT
Com a ajuda de um mentor, Carla transformou sua habilidade com costura em um negócio de sucesso

Os dois grupos realizaram um dia de assessoria para "empreendedores da velha guarda", em outubro do ano passado, seguido de um projeto de quatro semanas no mês passado durante o qual foram realizados 100 eventos várias regiões dos Estados Unidos, com o objetivo de ligar donos de negócios a consultores e outros recursos.
Pesquisas mostrando um crescimento nesse tipo de empreendedores levaram a AARP a se envolver, para que seus membros possam "buscar o empreendedorismo como meio de gerar renda, aumentar a segurança financeira e ajudar outras pessoas a conquistarem aquilo que precisam", afirmou Jean C. Setzfand, vice-presidente de segurança financeira da AARP.
Segundo ela, uma pesquisa recente da AARP revelou que quase um quarto dos empreendedores individuais, que correspondem a uma parcela significativa das pequenas empresas do país, tem mais de 60 anos. Outra pesquisa da AARP revelou que 10 por cento das pessoas com empregos regulares desejavam abrir uma empresa depois da aposentadoria.
A Fundação Ewing Marion Kauffman revelou que as pessoas em idade de se aposentar são as que mais abrem novos negócios, comparadas com outras faixas etárias. O Índice de Atividade Empresarial, lançado pela fundação em abril, revelou que a parcela de negócios iniciados por empreendedores com idades entre 55 e 64 foi de 23 por cento no ano passado, comparada a 14 por cento em 1996 e maior do que a da faixa etária entre 20 e 34 anos de idade.
Ingram, de 65 anos, que costurava drapeados sob medida enquanto ajudava o marido a gerenciar uma fazenda de laticínios, foi recentemente a um evento de assessoria em Eau Claire, no Wisconsin, onde falou sobre a ajuda que recebeu de um advogado de patentes aposentado quando estava tentando patentear seu sistema de toldos. Ela também precisava de ajuda para compreender as dificuldades em gerenciar sua empresa em constante expansão, a Weather Queen Shades, relatou.
"Quero ter certeza de que tenho o seguro correto, de que minha marca está protegida e de que sei tudo o que preciso saber sobre redigir contratos", afirmou Ingram.
Ela está sendo auxiliada por um assessor da SCORE, uma associação sem fins lucrativos que presta assessoria empresarial. Mais de 12.000 voluntários participam, muitos dos quais são executivos aposentados de grandes empresas, oferecendo assessoria gratuita e ajuda para novas startups.
"As pessoas precisam entender como é difícil", afirmou Ingram, explicando que passou dois anos criando e trabalhando nos detalhes do sistema que opera seus toldos. "O que faz a diferença não é o dinheiro, mas os conselhos que recebemos".
Watson foi a um seminário sobre demonstrações financeiras e empréstimos em Kansas City no mês passado, pois está aprendendo a fazer a gestão de seu negócio, que utiliza um espaço de eventos chamado The Promise, no bairro artístico da cidade.
"É completamente diferente quando você está tentando fazer isso sozinho", afirmou Watson, de 54 anos. "Tenho aprendido sobre como fazer orçamentos, para que eu possa contratar as pessoas de que preciso para que a empresa funcione corretamente".
Além disso, "A regra número um é fazer a contabilidade todas as semanas, não importa o que esteja acontecendo".
Watson também tem trabalhado com um voluntário da SCORE, Gary Brickman, fiscal aposentado do banco central. Ele afirmou que muitos aspirantes a donos de pequenas empresas que recorrem à SCORE em busca de aconselhamento desistem depois de saber dos compromissos e dos requisitos financeiros. Contudo, ele afirmou que Watson "tem um plano de negócios bem preparado e provavelmente alcançará seus objetivos".
A questão sobre investir as economias geralmente surge durante as sessões de assessoria, que podem ser presenciais ou online, afirmou Setzfand, e "nós sempre dizemos às pessoas que não vale a pena tirar dinheiro da aposentadoria para investir em qualquer negócio. Recomendamos que criem um fundo paralelo".
Outro problema para aposentados empreendedores é o engano de trabalhar em casa, destacou.
Para evitar esses problemas, aposentados que abrem as próprias empresas depois de saírem de locais de trabalho estruturados podem se aliar a empresários experientes em eventos para empreendedores mais velhos, afirmou Michael Chodos, administrador associado para desenvolvimento empresarial na Administração de Pequenas Empresas. "Sempre há predadores por perto, porque esse é o lugar onde o dinheiro está", disse Setzfand.
O Call Center de Combate a Fraude da AARP recebe um número cada vez maior de reclamações relacionadas a empreendedores individuais. O centro registrou 150 reclamações entre fevereiro e abril, "mais do dobro em relação ao ano passado", afirmou uma porta-voz do centro, Jean Mathisen.
Fonte: Economia