quinta-feira, 25 de abril de 2013

Alimente-se de forma a contrariar o Alzheimer


Cuidado nutricional pode minimizar progressão da Doença de Alzheimer
Uma dieta planejada pode reduzir a perda de peso devido ao esquecimento das refeições e prevenir deficiências nutricionais

A Doença de Alzheimer faz parte do grupo de doenças neurológicas que mais atinge a população idosa, com maior prevalência em mulheres. Trata-se de uma doença progressiva, insidiosa, neurodegenerativa irreversível, que acomete principalmente maiores de 65 anos.

Sabe-se que o déficit cognitivo da Doença de Alzheimer tem como base a deficiência do neurotransmissor Acetilcolina, que interfere nas funções cognitivas, assim trazendo a deterioração mental do paciente.

O diagnóstico é difícil, pois é fácil confundir com outros distúrbios neurológicos. Não há cura, porém existem estratégias para minimizar o avanço da doença através de instruções ao paciente e aos cuidadores.

Os sinais e sintomas são: perda de memória, esquecimentos, confusões, dificuldades de comunicação e irritabilidade. Surgem descuidos com a aparência e a rotina torna-se complicada de ser mantida. Além disso, a alimentação também fica prejudicada, sendo um aspecto que merece atenção.

O cuidado nutricional para com o paciente com Alzheimer tem como objetivo reduzir a perda de peso ou o ganho excessivo devido ao esquecimento das refeições, prevenir deficiências nutricionais e minimizar a progressão da doença.

Dessa forma, seguem, abaixo, algumas sugestões para uma dieta adequada para pacientes com Alzheimer:

- Bem fracionada, adequada em vitaminas e oligoelementos*, branda (alimentos mais bem cozidos), alta densidade calórica, rica em fibras e principalmente apetitosa;

- Diversificada;

- Fracionada em vários horários ao longo do dia;

- Com alimentos bem temperados, pois favorecem a aceitação do paciente;

- Assistida, acompanhando o paciente durante a refeição e auxiliando-o nas dificuldades de mastigação, por exemplo;

- Realizada em ambiente calmo para as refeições, sem distrações à mesa;

- Preparada com poucos utensílios, próprios para o paciente;

- Minimizar o uso de panelas de alumínio nas preparações (estudos sugerem que o alumínio possa ter alguma associação com o desenvolvimento da doença).

É importante ressaltar que uma orientação completa deve ser feita pelo nutricionista que irá orientar o paciente conforme o estágio da doença. Os cuidadores devem se revezar para auxiliar o paciente, de forma que estejam sempre descansados e com paciência.

Fonte: Portal da 3ª Idade
Técnica em Nutrição e Dietética pelo Centro Paula Souza e estudante de Nutrição da Universidade Federal do Triângulo Mineiro

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