Apaixonado por futebol, Yosichico Tomari quer servir de exemplo para idosos que andam "desanimados da vida"; para bater meta será preciso marcar 4 por semana
Yosichico Tomari (2º da esquerda para a direita) quer fazer milésimo gol em 2015 (Foto: Arquivo pessoal)Pelo sim, pelo não, fomos atrás da história. E descobrimos um craque da terceira idade que faz da pelada de fim de semana a motivação por uma vida melhor, para si e para os outros. O aposentado Yosichico Tomari, de 67 anos, registra religiosamente na agenda cada gol marcado nos campinhos de futebol society com os amigos em Campo Grande. O hábito da anotação teve início há cerca de dez anos, como mero divertimento. Nas contas dele, será possível fazer o milésimo ainda em 2015 - isso se marcar entre três e quatro gols por semana até o fim do ano.Tomari participa de dois grupos de peladeiros. Às quartas-feiras, joga à noite com a turma da loja maçônica. Aos sábados pela manhã, é a vez do pessoal da firma. O idoso quase nunca falta aos compromissos e diz que até passa mal se fica muito tempo sem ir ao futebol. Mas além da paixão pelo esporte, Tomari procura servir de exemplo para quem é da terceira idade e sofre com a depressão, o abandono dos familiares ou a saúde debilitada.
- Quando eu fizer mil gols penso em fazer uma festinha, mas não quero dedicar para mim. É para os colegas, para o pessoal que está desanimado da vida. Essa meninada que diz "ah, não consigo fazer nada". Ou para os idosos dizem "ah, já estou velho, vou esperar morrer". Tenho colegas assim, que vivem para esperar a morte chegar. Mas não pode ser assim. A gente tem que lutar sempre.
Aposentado contabiliza os gols em agendas (Foto: Hélder Rafael)
SEGREDOS: TREINAMENTO E PARCERIA
Tomari mostra anotações dos gols que marcou (Foto: Hélder Rafael)
Tomari não chegaria nem perto dos mil gols se continuasse na posição de origem: a lateral-direita. Por ser uma função que exige "muita correria", o aposentado pediu aos colegas de time para deixar a defesa e ter uma oportunidade no ataque. A escolha funcionou, mas graças a bastante treinamento e dedicação.
- Chego meia hora antes no campo, faço aquecimento e dou uma treinada. Coloco uma camiseta no ângulo e tento acertar, essas coisas. É por isso que os craques treinam bastante. O aprendizado fica armazenado na sua reação. Na hora H, não dá para pensar, é na base da reação. Posso não ter habilidade, mas se me tocarem a bola, mando para o gol.
O aposentado reconhece que não faz gols sem a ajuda dos companheiros e dá o crédito aos preciosos parceiros, Alex e Vinícius, ambos mais jovens do que ele.
- Quando eu jogo com esse menino, o Alex, ele joga bem, corre, é esforçado. Na hora de fazer gol, ele passa tudo para mim. Pode estar de mão beijada, mas vai driblando e fala "oh, Tomari, faz o gol"! Tem hora que eu erro, tem hora que eu faço. No futebol dos amigos, quem me serve mais é o Alex, e na Nova Era, quem me serve mais é o Vinícius.
E os goleiros, será que facilitam as coisas só por causa da idade avançada e da busca pelos mil gols? Tomari garante que não.
- Não facilita. De jeito nenhum! Eu brinco com eles, mas eles não facilitam.
- Chego meia hora antes no campo, faço aquecimento e dou uma treinada. Coloco uma camiseta no ângulo e tento acertar, essas coisas. É por isso que os craques treinam bastante. O aprendizado fica armazenado na sua reação. Na hora H, não dá para pensar, é na base da reação. Posso não ter habilidade, mas se me tocarem a bola, mando para o gol.
O aposentado reconhece que não faz gols sem a ajuda dos companheiros e dá o crédito aos preciosos parceiros, Alex e Vinícius, ambos mais jovens do que ele.
- Quando eu jogo com esse menino, o Alex, ele joga bem, corre, é esforçado. Na hora de fazer gol, ele passa tudo para mim. Pode estar de mão beijada, mas vai driblando e fala "oh, Tomari, faz o gol"! Tem hora que eu erro, tem hora que eu faço. No futebol dos amigos, quem me serve mais é o Alex, e na Nova Era, quem me serve mais é o Vinícius.
E os goleiros, será que facilitam as coisas só por causa da idade avançada e da busca pelos mil gols? Tomari garante que não.
- Não facilita. De jeito nenhum! Eu brinco com eles, mas eles não facilitam.
Tomari e os amigos na pelada de fim de semana em Campo Grande (Foto: Arquivo pessoal)
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