sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

AVC (ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL)

Acidente Vascular Cerebral ou derrame cerebral acontece quando há uma interrupção no fluxo sangüíneo do cérebro, podendo ser Hemorrágico ou Isquêmico. É uma doença neurológica comum, constituindo-se em grave ameaça para o idoso, pois pode causar seqüelas e até levar a óbito. Pode ocorrer em qualquer idade, mas é muito mais comum em pessoas acima de 65 anos.

O AVC é resultado da formação de um coágulo na parede interna de uma artéria cerebral. A área do cérebro que sofreu a interrupção sanguínea, não mais recebe o sangue. A função responsável por esta parte do cérebro fica prejudicada, surgindo dessa forma os sintomas, que podem ser:- perda da consciência;- paralisia de um lado do corpo, ou diminuição da força.

O AVC Isquêmico ocorre quando há falta de sangue em determinada região do cérebro, sem hemorragia.

O AVC Hemorrágico são mais raros e em geral mais graves. Acontece uma ruptura de artéria ou aneurisma, sendo o coágulo intracerebral uma complicação relevante.
Incidência
- 30 por 100.000 habitantes abaixo de 44 anos;
- 1230 por 100.000 habitantes abaixo de 75 anos;
Prevalência
A prevalência é muito alta em todo o mundo, se tornando assim um grave problema de saúde pública.
- Nos países desenvolvidos representam a 3ª causa de mortalidade;
- A maior causa de incapacitação nos países ocidentais;
-30% das vezes, leva a morte;
- 30% apresentam boa evolução, com poucas ou ausência de seqüelas;
- 30% dos casos necessitam de cuidados especiais por causa das seqüelas:
- 31%: auxílio nas atividades da vida diária.-
- 20%: ajuda para deambular.
- 16%: precisam de assistência institucional
- 70% ocorrem acima dos 75 anos, sendo predominante em homens;
Prevenção
O médico deve estar atento para a identificação de arteriosclerose familiar, o estudo cuidadoso do coração e das artérias, procurando arritmias e sopros. O exame do fundo de olho, sempre fundamental para a avaliação do estado das artérias. O controle da hipertensão arterial e do diabetes, bem como do colesterol e do peso.

Excluir cigarros, não levar uma vida sedentária e tentar combater o estresse. Muitas vezes há necessidade de orientação da dieta apropriada e também do uso de medicamentos.O melhor resultado no tratamento do derrame cerebral nunca será igual ao daquele que teve sua doença prevenida.
Tratamento
Até bem pouco tempo não havia tratamento específico para o derrame cerebral, e o que se fazia era tratar as seqüelas. Algumas substâncias como a cortisona e os bloqueadores de cálcio tem sido úteis nas hemorragias cerebrais. Em algumas situações especiais há necessidade de se realizar neurocirurgia, como na retirada de um coágulo ou na clipagem de um aneurisma.

Recentemente surgiram novas perspectivas no tratamento da isquemia cerebral. A utilização de substâncias que destroem os trombos ou trombolíticas e o aparecimento de medicamentos que protegem a célula nervosa trazem novo alento ao tratamento do derrame cerebral do tipo isquêmico.
Fonte: www.idosos.com.br

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